Portugal: Ciência, Tecnologia e Inovação


Para Portugal o futuro é já hoje. Líder em nichos como as telecomunicações, a tecnologia e os serviços, as empresas portuguesas estão a apostar na especialização e inovação. Gigantes como a NASA ou a Agência Espacial Europeia utilizam programas informáticos criados por portugueses. O mesmo se verifica, por exemplo, no Metro de Londres ou nos Caminhos de Ferro da Holanda, da Noruega, da Finlândia e da Dinamarca, que compram às empresas portuguesas o seu software de gestão ferroviária.

Mas há mais. Sabia que foram os portugueses quem inventaram os cartões pré-pagos nas comunicações móveis? E que em Portugal já pode comprar o bilhete e escolher o seu lugar na sala de cinema por telemóvel? E que estamos a construir a maior central foto voltaica da Europa? E que a «via verde» utilizadas nas auto-estradas nacionais foi criada por técnicos portugueses e é um dos produtos mais cobiçados pelos parceiros mundiais?

E isto é apenas o princípio de um projecto ambicioso que tem como objectivo o desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal. O país tem registrado desde meados dos anos 90 uma duplicação no número de empresas com actividades de Investigação & Desenvolvimento (I&D). Estas companhias competem internacionalmente com recursos humanos altamente qualificados, I&D e inovação, marketing, design, formação e qualidade. De acordo com o 4º Inquérito Comunitário à Inovação (2002-2004) aproximadamente, 4 em cada 10 empresas portuguesas tiveram actividades de inovação. De salientar que 41 novas empresas de base tecnológica com elevado potencial de crescimento foram criadas desde 1995 com a implementação da Iniciativa NEOTEC.

Portugal tem registrado um aumento contínuo no número de novos doutorados por ano, tendo este crescimento sido sistematicamente referido pelos painéis de avaliação que visitaram Portugal, como um factor decisivo para a garantia da massa critica para o desenvolvimento científico. Entre 1996 e 2006, o número de doutoramentos atribuídos ou reconhecidos anualmente por universidades portuguesas duplicou de 608 para 1 273. Este valor deverá ultrapassar 1500 novos doutoramentos por ano em 2009. O país também tem investido em pós doutoramentos, com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) a prosseguir uma politica aberta guiada pelo interesse em atrair alunos estrangeiros e investigadores para o sistema de ensino superior e instituições de investigação portuguesas.

Paralelamente, o número de publicações científicas portuguesas referenciadas a nível internacional entre 2000 e 2006 aumentou para cerca do dobro (com 6 357 publicações em 2006), ilustrando o impacto e reconhecimento internacional da investigação feita em Portugal. O aumento da colaboração internacional na produção científica portuguesa evidencia também a internacionalização da investigação nacional. Em 2004, 49% da produção científica foi produzida em co-autoria com instituições de outros países.

Os Laboratórios Associados, instituições de investigação de mérito reconhecido são actores relevantes da investigação que se faz em Portugal. Hoje em dia existem 25 laboratórios associados que envolvem 60 instituições de I&D. Estes laboratórios de investigação integram mais de 1 739 doutorados e 2 922 investigadores. As Unidades de Investigação, a maioria associadas a universidades públicas, e os Laboratórios de Estado são também responsáveis pela investigação produzida no país. Existem também diversas Fundações que contribuem para a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico do país.

A promoção da cultura científica e tecnológica tornou-se num eixo central das políticas nacionais de Ciência & Tecnologia com o lançamento do Programa Ciência Viva em 1996. O programa inclui uma rede de Centros Ciência Viva por todo o país. Estes centros foram desenvolvidos como espaços interactivos para a divulgação científica junta da população, bem como plataformas de desenvolvimento regional. A Iniciativa Ciência Viva nas Escolas, promove o ensino experimental da ciência e o ensino científico nas escolas. A iniciativa Verão Ciência Viva mobiliza milhares de portugueses durante os meses de Agosto e Setembro.

Finalmente, a importância do ensino experimental e a necessidade de aumentar o contacto dos alunos com investigadores tem estado presente na iniciativa Ocupação Cientifica de Jovens Durante as Férias Escolares.

Desde 2006 que o Governo português tem vindo a desenvolver parcerias internacionais com os principais intervenientes à escala global em ciência e tecnologia. Estas parcerias marcam ainda uma nova etapa nas relações institucionais entre universidades, institutos de investigação e empresas, mobilizados de forma inovadora em programas de formação pós-graduada sustentados por redes de competência distribuídas pelo país.

A Parceria MIT- Portugal, nas áreas dos sistemas de engenharia, lançou 4 novos programas de doutoramentos e mestrados profissionais de âmbito internacional. O Programa CMU- Portugal, para além de programas de formação em Tecnologias de Informação e Comunicação, promove o estabelecimento de um Instituto virtual de Tecnologias de Informação e Comunicação (ICTI). O Programa UT Austin- Portugal abrange as áreas de conteúdos digitais, formas avançadas de computação e matemática. Esta colaboração envolve igualmente a implementação conjunta de um Co-Laboratório Internacional para Tecnologias Emergentes (CoLab), incluindo ainda o estabelecimento de uma rede de estímulo às actividades de comercialização de ciência e tecnologia, (“University Technology Enterprise Network”, UTEN). Estas 3 parcerias internacionais vão abranger cerca de 325 doutorandos e 550 alunos de mestrados profissionais. Mais recentemente, o Governo assinou também um Acordo com a Harvard Medical School orientado sobretudo para a produção e divulgação de conteúdos médicos em português.

Foi também concluído o programa de instalação do Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, criado por tratado internacional entre Portugal e Espanha no final de 2006, cuja construção em Braga ocorrerá em 2008. Trata-se de uma das mais ambiciosas iniciativas científicas actuais, e da primeira Organização Internacional de investigação instalada na Península Ibérica. O Instituto contará com cerca de 200 investigadores portugueses, espanhóis e de outros países, deste modo afirmando-se como uma instituição internacional de excelência. Recentemente, o Governo português celebrou também um Memorando de Cooperação com a Fraunhofer Geselschaft contemplando o estabelecimento do primeiro instituto Fraunhofer fora da Alemanha em investigação aplicada de novas tecnologias, conteúdos, e serviços para ambientes e espaços públicos, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Para saber mais:

* http://www.mctes.pt
* http://www.planotecnologico.pt
* http://www.fct.mctes.pt
* http://www.adi.pt
* http://www.umic.pt
* http://www.cienciaviva.pt
* http://www.labs-associados.org
* http://www.mitportugal.org
* http://www.cmuportugal.org
* http://www.utaustinportugal.org
* http://www.cpf.org.pt

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