![]() |
![]() |
![]() |
|||||||||||||||||||||
|
As bolhas ou o caldeirão efervescente?
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Quadro 1 Analisa os eventos no bojo do caldeirão
efervescente, não os reduzindo às bolhas de superfície
(questões aparentes ou em voga; sintomas; problemas segmentados,
mal definidos). PILON, 2003 |
Questões de disciplinaridade, multidisciplinaridade,
interdisciplinaridade e transdisciplinaridade devem ser discutidas: a
disciplinaridade e o aumento das especializações geram separação,
domínio, dualismo, competição e hierarquia [O’
SULLIVAN, 1987]; a multidisciplinaridade permanece nas fronteiras entre
“áreas” de conhecimento; a transdisciplinaridade as
transcende, apontando para novos objetos de conhecimento.
Os princípios organizadores do conhecimento apoiam-se nas relações
entre os fenômenos, no reconhecimento de sua complexidade, nos saltos
qualitativos e nos processos dialéticos entre realidades subjetivas
e objetivas. A prescrição cede lugar à invenção
e à descoberta, o compromisso com a “problematização”
vai além da “solução de problemas”.
Nos “nichos ecológicos de geração de conceitos”
[POSNER, 1983], prescrição, auto-suficiência e pensamento
paradigmático devem ser substituídos por interconexão,
isonomia e flexibilidade, envolvendo capacidade crítica para reconhecer
o sentido das coisas e as implicações de uma idéia
nas situações mais complexas. A análise dos problemas
exige conhecimento, não apenas informação, ação-reflexão,
não meros esquemas operacionais ou táticos, atenção
aos atos, situações e valores implicados, não simples
identificações e classificações [LEFEBVRE,
1978]..
Quadro 2
CONFIGURAÇÃO DE CAMPO DO MODELO ECOSSISTÊMICO DE CULTURA
|
DIMENSÕES |
RECEPTORAS |
|||
|
|
Íntima |
Interativa |
Social |
Biofísica |
|
DOADORAS |
Pessoas |
Grupos |
Sociedade |
Ambiente |
|
Intima |
Auto-Cuidado |
Adesão |
Cidadania |
Cuidado Ambiental |
|
Interativa |
Apoio às Pessoas |
Compartilhamento |
Associativismo |
Projetos Solidários |
|
Social |
Salvaguarda de Direitos e Deveres: |
Políticas Associativas |
Aperfeiçoamento |
Proteção Ambiental e dos Seres Vivos |
|
Biofísica |
Sustentação da |
Sustentação da |
Sustentação da |
Equilíbrio Biofísico |
Leitura horizontal (linhas): O que cada dimensão
pode doar a si mesma e às demais
Leitura vertical (colunas): O que cada dimensão pode receber de
si mesma e das demais..
Metodologia de Trabalho
Há duas formas de planejar o futuro: a normativa projeta
para amanhã as tendências de hoje, a exploratória
define previamente os objetivos e explora novos caminhos para atingi-los
[JUNGK, 1974]. Novas formas de ser e estar no mundo dependem de
experiências que propiciem a revisão de paradigmas e formas
de pensar, sentir e agir, em diferentes circunstâncias e situações.
O diagnóstico e o prognóstico dos eventos implicam a análise
das configurações existentes e o planejamento de configurações
futuras, em um campo dinâmico em que realidades "internas"
e "externas" se conjugam, em termos de ofertas e demandas, doação
e recepção, entrelaçando, como numa porta giratória,
quatro dimensões de mundo: íntima, interativa, social e
biofísica.
No modelo ecossistêmico [Quadro 2], as dimensões se beneficiam
do desenvolvimento conjunto (princípios de singularidade
e reciprocidade), apoiando e recebendo apoio das demais, em termos
de criatividade e originalidade (dimensão íntima),
participação e acolhimento (dimensão interativa),
equidade e responsabilidade (dimensão social), equilíbrio
e diversidade (dimensão biofísica).
Embora os eventos resultem de configurações dinâmicas,
do entrelaçamento das diferentes dimensões de mundo, todas
elas tem um papel indutor, atual e potencial, embora não autônomo,
na geração dos fenômenos, importando distinguir, para
efeito de diagnóstico e planejamento, diferentes atores:
Educação, formação, informação e instrução têm conotações diferentes. A educação implica em intercâmbio e transformação dos elementos do universo conceitual dos interlocutores [fig.s 3 e 4], conjugando aspectos cognitivos, éticos e estéticos, sem os quais transforma-se numa questão meramente metodológica, integrando conteúdos esvaziados dos valores, incapaz de propiciar novas visões de mundo face à cultura vigente.
Nos nichos sócio-culturais de ensino-aprendizagem, a utilização de objetos intermediários1 desvela a relação entre sujeitos e objetos de conhecimento, sentimento e ação, envolvendo, as dimensões íntima (subjetividade), interativa (redes de relações), social (aspectos culturais, políticos, sociais e econômicos) e biofísica (ambientes naturais e construídos, seres vivos, matéria e energia).
Projetos de bem-estar social, educação, saúde, segurança e cidadania devem ser desenvolvidos de forma ecossistêmica, articulando diferentes áreas [fig.s 5 e 6]; no campo, princípios bastante divulgados [ROCKFELLER FOUNDATION, 2002], podem servir como roteiro de trabalho:
Quadro 3
RECIPROCIDADE DE PAPÉIS NO MODÊLO ECOSSISTÊMICO
DE CULTURA SITUAÇÃO DE DOAÇÃO
|
SITUAÇÃO DE RECEPÇÃO |
ÍNTIMA |
INTERATIVA |
SOCIAL |
BIOFÍSICA |
|
ÍNTIMA |
Criatividade |
Apoio pessoal |
Serviços |
Vitalidade |
|
INTERATIVA |
Cooperação |
Coesão grupal |
Facilitação |
Nichos |
|
SOCIAL |
Cidadania |
Parcerias/redes |
Equidade |
Manutenção |
|
BIOFÍSICA |
Cuidado |
promoção |
Sustentação |
Equlibração |
No modelo ecossistêmico de cultura cada dimensão de mundo apoia e recebe apoio das demais (princípios de singularidade e reciprocidade), promovendo o desenvolvimento de uma configuração global favorável à qualidade de vida.
Quadro 4
PERVERSÃO DE PAPÉIS NO MODÊLO NÃO-ECOSSISTÊMICO
DE CULTURA SITUAÇÃO DE DOMÍNIO
|
SITUAÇÃO DE AGRAVO |
ÍNTIMA |
INTERATIVA |
SOCIAL |
BIOFÍSICA |
|
ÍNTIMA |
AUTISMO |
CO-OPTAÇÃO |
DOMINAÇÃO |
AGRESSÃO |
|
INTERATIVA |
MANIPULAÇÃO |
FANATISMO |
INSTRUMENTAÇÃO |
DISPERSÃO |
|
SOCIAL |
TIRANIA |
CORPORATIVISMO |
TOTALITARISMO |
EXTINÇÃO |
|
BIOFÍSICA |
PREDAÇÃO |
DANIFICAÇÃO |
ESPOLIAÇÃO |
SELVATIZAÇÃO |
No modelo não-ecossistêmico de cultura ocorrem rupturas, isolamento e manipulação das dimensões de mundo, busca de hegemonia e conflitos permanentes prejudicam a sustentação recíproca, deteriorando a qualidade de vida.
4. Conclusões
A qualidade de vida exige um novo conceito de normalidade, apoiado no desenvolvimento, não na "reparação" ou "conserto" de coisas ou pessoas [MIAH, 2003].. Mudanças éticas, culturais, educacionais, políticas, sociais e econômicas, equidade, justiça e paz, dependem de novos paradigmas, de um “upgrade” das formas de estar-no-mundo, de um novo patamar, além do progresso tecnológico.
As questões de convivência, segurança, saúde, educação, cultura e qualidade de vida serão melhor encaminhadas se as políticas públicas, ao invés de limitar-se apenas às questões emergentes, a programas segmentados, às bolhas-problema de superfície, atentarem para o caldeirão efervescente, integrando as quatro dimensões de mundo. O futuro dependerá do modelo de cultura adotado:

Fig. 7. Da convivência com a natureza nas sociedades primitivas à sua destruição nas sociedades contemporâneas
Além das medidas reguladoras, é necessário
compreender e responder às necessidades das pessoas, articular
diferentes setores e territórios, influenciar os que detém
poder de informação e decisão, utilizar meios de
comunicação com o público, associar a informação
às políticas de intervenção, encorajar participação
e autonomia, combinar desenvolvimento pessoal, informação,
educação, serviços e ação comunitária,
prover apoio técnico e administrativo [CATFORD, 1992].
Para que as pessoas possam associar liberdade e responsabilidade e participar
de um novo projeto de vida coletivo, é preciso desenvolver um modelo
ecossistêmico de cultura, conjugando a participação
de atores de diferentes faixas etárias e condição
social e econômica, tendo em vista o encontro, a troca de experiências
e o diálogo como aspectos essenciais para a elaboração
conjunta de um novo projeto de vida [fig. 8].
Face às crescentes ameaças que pairam sobre o planeta, processos
caóticos nos centros urbanos que mais crescem no mundo impedem
o desenvolvimento de “cidades saudáveis”, que deveriam
reunir as características seguintes {W.H.O, 1992]:
A outorga de direitos não é suficiente para
consolidar a democracia: pouco serve, por exemplo, dar a todos o "direito
de tocar piano" se não houver liberdade para tocá-lo,
isto é, se ninguém aprendeu como fazê-lo. Liberdade
não é apenas a ausência de coerção externa
(liberdade "de"), mas é a capacidade de agir adequadamente,
escolhendo, de forma responsável, o que é melhor para si
e para os demais (liberdade "para") [FROMM, 1966].
As questões de convivência, segurança, ambiente, saúde,
educação, cultura e qualidade de vida dependem de um desenvolvimento
ecossistêmico de cultura [quadros 5 e 6]; as políticas públicas
não podem ser definidas em termos de programas segmentados, voltados
apenas para questões emergentes, para as bolhas-problema de superfície,
sem atentar para o bojo do caldeirão efervescente, para os diferentes
fatores que se acumulam e se refletem sobre todas as dimensões
de mundo [fig. 7].
O neo-liberalismo, como um anarquismo “às avessas”,
ao rejeitar valores básicos e práticas democráticas
de controle, possibilita que grupos políticos e econômicos
hegemônicos, de forma manifesta ou camuflada, extendam sua dominação
e exploração, em detrimento da cooperação,
da produção em escala humana, da descentralização
política e econômica, do respeito ao ambiente natural e construído,
com as terríveis consequüências que testemunhamos no
mundo de hoje.
Referências bibliográficas
ARON, R. Main currents of sociological thought.
Ancor Books, Garden City, N. Y., 1970.
CATFORD, J. Foreword. Vital Signs of Health Promotion. in Bunton,
R. & MacDonald, G. Health promotion. Disciplines and
diversity. Routledge, London, 1992: X-XII.
FROMM, E. O medo da liberdade. Zahar Edits., S. Paulo,
1966
JUNGK, R. Pari sur l’homme. Ed. Robert Laffont, Paris,
1974.
LEFEBVRE, H. Le manifeste differentialiste. Paris. Galimard,
1970.
MIAH, A. Be Very Afraid: Cyborg Athletes, Transhuman Ideals & Posthumanity.
The Journal of Evolution and Technology, 13 (2), October, 2003.
O’SULLIVAN, P. E. Environment science and envinonment philosphy.
The Int’l J. of Environment Studies, 28, 97-107; 257-267,1987.
PILON, A. F. Experience and Learning in the Ecosystemic Model of Culture.
The Communication Initiative, Health e Communication - Lectures,
2003 http://www.comminit.com/pmodels/sld-8179.html
PILON, A. F. Educação Ambiental em Quatro Dimensões
de Mundo: uma Proposta Ecossistêmica. Faculdade de Saúde
Pública, Universidade de S. Paulo,
2002 http://www.bvs-sp.fsp.usp.br/tecom/docs/2002/pil001.pdf
POSNER, G. J. The conceptual ecology of science education: a response
to W. F. Connell. Paper presented at the Annual Meeting of the American
Educational Research Association, Montreal, april, 1983.
RICOEUR, P. O si-mesmo como um outro. Papirus, Campinas, 1991.
ROCKEFELLER FOUNDATION’S Communication and Social Change Network.
Exploring the development of indicators derived from a social change and
social movement perspective The Communication Initiative Forum www.comminit.com
WORLD HEALTH ORGANIZATION Twenty steps for developing a healthy cities
project. Reg. Off. For Europe, 1992.
Figs 3 e 4 A educação implica em intercâmbio e transformação dos elementos do universo conceitual dos interlocutores, em termos de originalidade, criatividade e autonomia, favorecendo o desenvolvimento do conhecimento, tanto “ popular” como “erudito”.
Fig. 5 e 6
Diferentes nichos sócio-culturais podem ser articulados em
termos das necessidades básicas do ser humano
Fig. 8
VIOLÊNCIA E PAZ EM DOIS MODELOS DE CULTURA


Conseqüências nas Quatro Dimensões de Mundo
|
Dimensões |
Modelo Ecossistêmico |
Modelo Não-Ecossistêmico |
|
Intima |
Auto-estima, abertura, conduta pró-ativa |
Depressão, delinqüência |
|
Interativa |
Apoio mútuo, inclusão |
Rigidez ou ruptura |
|
Social |
Diversidade social e cultural |
Totalitarismo, criminalidade |
|
Biofísica |
Equilíbrio ambiental |
Desequilíbrio ambiental |
PILON, 2003
Quadro 5
CONFIGURAÇÃO DO MODELO ECOSSISTÊMICO DE CULTURA
|
|
Dimensões receptoras |
|||
|
|
Íntima |
Interativa |
Social |
Biofísica |
|
Dimensões |
Bem-estar Subjetivo |
Desenvolvimento |
Bem-estar Coletivo |
Equilíbrio Biofísico |
|
Intima O que as pessoas podem fazer |
Tornarem-se pessoas: Buscar o próprio desenvolvimento cognitivo, afetivo, ético e cultural; exercer controle existencial |
Estabelecer vínculos: |
Exercer a cidadania: Participar em questões de interesse público
a nivel mundial, nacional e local, |
Cuidar de si e do entorno: Cuidar |
|
Interativa O que os grupos podem fazer pelas dimensões de mundo
|
Acolher as pessoas: Facilitar o acolhimento e desenvolvimento das pessoas em diferentes grupos (família, pares, associações) |
Sustentar a si e a outros grupos: Desenvolver processos de dinâmica de grupo
|
Organizar |
Atuar sobre a vida e entorno: Cuidar dos seres vivos e do ambiente natural e construído a nível local, regional e global |
|
Social O que a sociedade pode fazer pelas dimensões do mundo |
Promover as pessoas: Garantir às pessoas acesso à saúde, educação, abrigo, segurança, cultura, trabalho, transporte, lazer e cultura e justiça. |
Promover os grupos: |
Aperfeiçoar as Instituições Promover políticas públicas visando
o bem estar social (participação, |
Promover o entorno e a vida |
|
Biofísica O que o entorno natural e construído pode fazer pelas dimensões de mundo |
Prover recursos e espaços às pessoas:
|
Prover recursos e espaços à vida em grupos: Prover locais |
Prover recursos e espaços à vida em sociedade: Prover ambientes e instalações para
atividades sociais, econômicas, culturais, esportivas e de |
Propiciar equilíbrio ecossistêmico:
Manter o equilíbrio vital: biodiversidade,
habitats, nichos, flora, fauna, |
PILON, 2003
Quadro 6
Geração de Eventos em Quatro Dimensões
de Mundo
Diagnóstico e Prognóstico de Situações Associadas
à Qualidade de Vida
1. Definição dos Eventos A configuração formada pelas quatro dimensões de mundo (íntima, interativa, social e biofísica) deverá ser descrita em termos da totalidade do campo dinâmico formado pela ação recíproca de cada dimensão sobre si mesma e sobre as demais, campo esse responsável pelos eventos tal qual se apresentam; a definição dos eventos implica na definição das circunstâncias e dos espaços de vida das populações nas quatro dimensões de mundo:
1.1. Definição da População As populações deverão ser descritas mediante indicadores nas quatro dimensões de mundo: dimensão íntima: aspectos cognitivos e afetivos; dimensão interativa: dinâmica dos grupos de filiação; dimensão social: condições políticas, econômicas, sociais, educacionais e culturais e dimensão biofísica: fatores demográficos, sanitários e biofísicos (idade, gênero, naturalidade, etnia, etc.)
1.2. Definição do Espaço de Vida O espaço de vida deverá ser descrito sob as dimensões biofísica e social: aspectos geopolíticos, culturais, ecúmeno (urbano/rural), assentamentos, entornonatural e construído, edificações e vias públicas, logradouros, locais de moradia, trabalho, estudo, lazer e cultura, serviços de utilidade pública, organizações comunitárias, condições ambientais, saneamento e ecossistemas (solo, água, ar, flora, fauna),..
2. Definição de estratégias de intervenção As estratégias de intervenção (capacitação da população, construção de redes de apoio, desenvolvimento de políticas públicas, geração de ambientes saudáveis) deverão considerar as quatro dimensões de mundo, face à sua situação atual e futura, em termos do desenvolvimento recíproco (papéis de doação e recepção), visando a alteração da configuração atual em benefício de nova configuração, favorável aos objetivos de qualidade de vida, cidadania, educação, cultura, saúde, ambiente etc.
2.1 Definição da abordagem educativa e psicossocial Os componentes educativos e psicossociais do projeto de intervenção deverão ser descritos, visando a capacitação da equipe de apoio e da população face às quatro dimensões de mundo: propiciando desenvolvimento pessoal e controle existencial (dimensão íntima), constituição de redes de apoio (dimensão interativa), participação política, econômica, cultural, cidadania e “empowerment” (dimensão social), qualidade ambiental e condições de vida (dimensão biofísica).
2.2. Definição de formas de implementação,
seguimento e avaliação As
modalidades de trabalho junto à população, organizações
públicas e privadas, meios de comunicação social
e agências da comunidade deverão ser descritas, explicitando
programas e atividades conjuntas, parcerias, critérios de execução,
avaliação e seguimento do projeto, conseqüências
e resultados esperados face a variáveis relevantes nas quatro dimensões
de mundo.
PILON, 2003
André Francisco Pilon
Profesor Asociado, Facultad de Salud Pública, Universidad
de São Paulo, Brasil. Doctor en Salud Pública, Especialista
en Promoción de la Salud y en Educación para la Salud, Ocupó
los cargos de Director de la División de Educación Sanitaria
del Ministerio de la Salud, Brasil; de Psicólogo del Juzgado Central
de Menores de la Comarca de São Paulo y de Director-Responsable
de la Revista Academus (BLISSN 0001-4230). Miembro del World
Council for Curriculum and Instruction (WCCI), de la Unión Internacional
de Promoción de la Salud y Educación para la Salud (IUHPE)
y del Centro de Investigación, Documentacioón y Desarrollo
de Ciudades Saludables (CEPEDOC). Representante institucional en el Consorcio
InterAmericano de Universidades y Centros de Promoción y Educación
para la Salud.
Faculdade de Saúde Pública - Universidade de São
Paulo
Av. Dr. Arnaldo, 715, S. Paulo, S.P., Brasil, 01246-904
Fax: 55 11 3083-3501 - E-mail: gaiarine@usp.br
Nota:
1- Objetos intermediários propiciam a revelação das relações sujeito-objeto e facilitam a análise de conteúdos e processos envolvidos nas formas de conhecer, sentir e agir em termos dos sujeitos, do grupo, da cultura e do entorno de vida, fornecendo subsídios epistemológicos e antropológicos para a análise das formas-de-estar-no-mundo que afetam a qualidade de vida.