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ComCiência No. 104 Dossiê Risco

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Quem não arrisca...
Por Carlos Vogt
Uma das características marcantes da economia global e da sociedade
do conhecimento - outra forma de designar a mesma contemporaneidade movida a
gás, petróleo, etanol, energia nuclear e densa especulação
financeira -, relacionada mais diretamente com o papel estruturante das tecnociências
nessa sociedade, é o risco. O risco, não como comportamento irresponsável,
adolescente, doidivanas, mas o risco como cálculo, como elemento de composição
do mosaico de certezas que todos gostaríamos de ter, principalmente os
investidores que jogam, sempre com expectativas fundadas de retornos lucrativos.
Jogam no presente, jogam no futuro e, se um dia for possível, jogam no
passado.

Mas, como preconiza Mallarmé, poeta da modernidade, um lance de dados
jamais abolirá o acaso, por mais cálculo que o risco admita para
sua contensão, ele próprio é incapaz de calcular-se, enquanto
elemento do imprevisível.

O fato é que o desenvolvimento do conhecimento científico, suas
aplicações práticas e as tecnologias que dele derivaram,
e derivam numa velocidade cada vez maior e cada vez mais acelerada pelas próprias
tecnologias de informação e de comunicação, criaram
como que um carrossel de novidades que não param de girar. Utensílios
e ferramentas se substituem com o mesmo ímpeto com que aparecem e desaparecem
para tornar a vida mais fácil no seu cotidiano e cotidianamente mais
carregada de dúvidas e incertezas sobre os riscos e os benefícios
que tais facilidades efetivamente propiciam.

Desde o uso da energia nuclear transformada em bombas de destruição
maciça, no final da Segunda Grande Guerra, aumentou por parte dos governos
responsáveis por essa catástrofe, a preocupação
com a desconfiança da sociedade em relação à “bondade”
da ciência e da tecnologia. Campanhas foram feitas, pesquisas sobre percepção
pública da ciência foram desencadeadas e estudos sistemáticos
sobre os riscos trazidos pelas descobertas científicas e principalmente
pelas inovações tecnológicas foram desencadeados, passando
a constituir, nos anos seguintes e até hoje, um campo de estudo dos mais
ricos, controversos e pleno de cruzamentos epistemológicos, - multidisciplinar,
portanto, - com abordagens, além de científicas e tecnológicas,
filosóficas, sociológicas, antropológicas, lingüísticas,
literárias e artísticas.

Em atenção aos riscos, moratórias se constituíram,
sendo, talvez, a mais famosa a que decorreu da Conferência do Monte Asilomar,
nos EUA, em 1975, que a formalizou, promulgando a necessidade de se manterem
sob proteção e isolamento todos os experimentos de recombinação
genética e também os organismos deles resultantes, pelo tempo
necessário à produção de certezas de que não
seriam nocivos ao homem e ao meio ambiente.

Os protocolos de precaução passaram a acompanhar os produtos
da tecnologia sobre os quais as dúvidas ou as incertezas quanto ao grau
de benefício ou de nocividade continuaram a persistir na percepção
das populações consumidoras dessas mercadorias.

A bioética foi se consolidando como disciplina fundamental para os estudos
e as discussões empenhadas em estabelecer normas de conduta e de procedimento
nos casos das inovações da área, sobretudo nas questões
envolvendo alimentos, medicamentos e as pesquisas abertas e desencadeadas pela
biologia molecular.

Inúmeras enquetes passaram a ser aplicadas, trazendo perguntas sobre
os riscos e os benefícios da ciência e da tecnologia ao mesmo tempo
em que, cada vez mais, foram se constituindo mecanismos representativos da sociedade
civil para atuar, participar, influir e decidir sobre os destinos, as prioridades
e as cautelas a serem tomadas para prevenir os possíveis riscos de cada
passo da célere transformação científica e tecnológica
do mundo contemporâneo.

O risco, que sempre esteve ligado ao conhecimento e ao desvendamento do novo,
que se acentuou quando mais a sociedade acreditou no poder redentor da ciência,
no século XIX, com o positivismo, que de atitude racional passou a ser
dogma de fé científica; o risco, que o Frankenstein, de Mary Shelley,
apontava como o horror trágico de um novo Prometeu, continua a nos acompanhar
na saga de aventuras do conhecimento, agora mais domesticado que antes, mas
nem por isso falso de artimanhas e de surpresas para uma sociedade que parece,
culturalmente, cada vez mais propensa ao petisco, de preferência sem risco.

Editores:
Germana Barata
Rodrigo Cunha


Editorial
Quem não arrisca... - Carlos Vogt

Reportagens
E o mundo (ainda) não se acabou

Controle do risco: uma tarefa infindável

Risco zero – a medida do possível

O ambiente das inovações tecnológicas e o risco

O público percebe a ciência e tecnologia como fontes de risco?


Artigos
Você tem medo de quê? A pedagogização midiática
do risco
Daniela Ripoll

Comunicação e governança do risco: um debate necessário

Gabriela Marques Di Giulio
Bernardino Ribeiro de Figueiredo
Lúcia da Costa Ferreira

“Momento cosmopolita” da sociedade de risco
Ulrich Beck*
Tradução: Germana Barata e Rodrigo Cunha

Entre o risco e o acaso: a vertigem do pensamento
Jorge Vasconcellos

Os riscos da energia nuclear
José Goldemberg

Resenha
Minority Report: a nova lei
Por Simone Pallone

Entrevista
Norma Felicidade da Silva Valencio

Poema
Arranjo floral
Carlos Vogt

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28 de enero de 2009

 

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Seminario Internacional “Sistema de Innovación: Desafíos asociados con el uso y operatividad del enfoque en el contexto latinoamericano”

El Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología – CONACYT organiza el Seminario Internacional “Sistema de Innovación: Desafíos asociados con el uso y operatividad del enfoque en el contexto latinoamericano”, el cual se realizará el jueves 11 de enero del 2018, de 17:30 a 19:30 horas, en el Aula Magna de la Universidad Nacional de Itapúa.
Se enmarca en la Cátedra CTS que tiene el CONACYT con la OEI

Club Iberoamericano Scratch - IBERCIENCIA - 2018

Acabamos de abrir el formulario para regustro de nuevos miembros del Club que reiniciariá sus actividades en los primeros días del mes de enero de 2018.
Para este se proponodrán nuevos retos, se seguirán emitiendo sesiones de webinar y se hara un llamado a contribuciones sobre el uso de Scratch en el aula
Estará a cargo de José Francisco Quesada y cuenta como años anteriores con la colaboración de la Consejería de Economía y Conocimiento de la Junta de Andalucía

Webinar de GeoGebra: Lugares geométricos, cónicas y otras curvas

Fecha: 20 de diciembre de 2017
Hora: 21 horas (hora de España, Península)
Ponente: Encarnación Amaro Parrado
Proyecto: Club Iberoamericano GeoGebra

Foro Iberoamericano de Ingeniería y Sociedad Digital

Avilés y Oviedo, Asturias, España
23, 24 y 25 de abril de 2018
Desde la Organización de Estados Iberoamericano para la Educación, la Ciencia y la Cultura queremos promover una nueva Cátedra CTS+I con la denominación de "Ingeniería y Sociedad Digital" y con una cobertura iberoamericana. Queremos que sea un espacio colaborativo en la que se una el trabajo de incorporación del enfoque CTS en los estudios de ingeniería, la necesidad de formación de técnicos adecuadamente formados en estas nuevas profesiones que demanda la industria 4.0, la necesidad de actuar para que a las inequidades actuales no se le añada la inequidad tecnológica en la tercera edad y, finalmente, la de ofrecer espacios y materiales formativos para que los niños y jóvenes tengan una educación en ciudadanía digital.

I Día GeoGebra de El Salvador con la presencia de IBERCIENCIA de la OEI

Entre los días 1 y 3 de diciembre de 2017 se va a celebrar el I Día GeoGebra de El Salvador organizado conjuntamente por el Ministerio de Educación de El Salvador y la Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI) a través de su Instituto para la Enseñanza de las Ciencias y la Matemática (IBERCIENCIA) con la colaboración de la Consejería de Economía y Conocimiento de la Junta de Andalucía y Instituto Salvadoreño de GeoGebra para la Enseñanza de la Matemática.

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