OEI | CienciaEIC | Formación | Boletín | Novedades | IberDivulga | Contactar RSS Twitter G + Facebook OEI Canal YouTube
Cargando


Áreas de Cooperación Educación | Ciencia | Cultura

ComCiência No. 104 Dossiê Risco

Compartir en facebook Compartir en Twitter

Quem não arrisca...
Por Carlos Vogt
Uma das características marcantes da economia global e da sociedade
do conhecimento - outra forma de designar a mesma contemporaneidade movida a
gás, petróleo, etanol, energia nuclear e densa especulação
financeira -, relacionada mais diretamente com o papel estruturante das tecnociências
nessa sociedade, é o risco. O risco, não como comportamento irresponsável,
adolescente, doidivanas, mas o risco como cálculo, como elemento de composição
do mosaico de certezas que todos gostaríamos de ter, principalmente os
investidores que jogam, sempre com expectativas fundadas de retornos lucrativos.
Jogam no presente, jogam no futuro e, se um dia for possível, jogam no
passado.

Mas, como preconiza Mallarmé, poeta da modernidade, um lance de dados
jamais abolirá o acaso, por mais cálculo que o risco admita para
sua contensão, ele próprio é incapaz de calcular-se, enquanto
elemento do imprevisível.

O fato é que o desenvolvimento do conhecimento científico, suas
aplicações práticas e as tecnologias que dele derivaram,
e derivam numa velocidade cada vez maior e cada vez mais acelerada pelas próprias
tecnologias de informação e de comunicação, criaram
como que um carrossel de novidades que não param de girar. Utensílios
e ferramentas se substituem com o mesmo ímpeto com que aparecem e desaparecem
para tornar a vida mais fácil no seu cotidiano e cotidianamente mais
carregada de dúvidas e incertezas sobre os riscos e os benefícios
que tais facilidades efetivamente propiciam.

Desde o uso da energia nuclear transformada em bombas de destruição
maciça, no final da Segunda Grande Guerra, aumentou por parte dos governos
responsáveis por essa catástrofe, a preocupação
com a desconfiança da sociedade em relação à “bondade”
da ciência e da tecnologia. Campanhas foram feitas, pesquisas sobre percepção
pública da ciência foram desencadeadas e estudos sistemáticos
sobre os riscos trazidos pelas descobertas científicas e principalmente
pelas inovações tecnológicas foram desencadeados, passando
a constituir, nos anos seguintes e até hoje, um campo de estudo dos mais
ricos, controversos e pleno de cruzamentos epistemológicos, - multidisciplinar,
portanto, - com abordagens, além de científicas e tecnológicas,
filosóficas, sociológicas, antropológicas, lingüísticas,
literárias e artísticas.

Em atenção aos riscos, moratórias se constituíram,
sendo, talvez, a mais famosa a que decorreu da Conferência do Monte Asilomar,
nos EUA, em 1975, que a formalizou, promulgando a necessidade de se manterem
sob proteção e isolamento todos os experimentos de recombinação
genética e também os organismos deles resultantes, pelo tempo
necessário à produção de certezas de que não
seriam nocivos ao homem e ao meio ambiente.

Os protocolos de precaução passaram a acompanhar os produtos
da tecnologia sobre os quais as dúvidas ou as incertezas quanto ao grau
de benefício ou de nocividade continuaram a persistir na percepção
das populações consumidoras dessas mercadorias.

A bioética foi se consolidando como disciplina fundamental para os estudos
e as discussões empenhadas em estabelecer normas de conduta e de procedimento
nos casos das inovações da área, sobretudo nas questões
envolvendo alimentos, medicamentos e as pesquisas abertas e desencadeadas pela
biologia molecular.

Inúmeras enquetes passaram a ser aplicadas, trazendo perguntas sobre
os riscos e os benefícios da ciência e da tecnologia ao mesmo tempo
em que, cada vez mais, foram se constituindo mecanismos representativos da sociedade
civil para atuar, participar, influir e decidir sobre os destinos, as prioridades
e as cautelas a serem tomadas para prevenir os possíveis riscos de cada
passo da célere transformação científica e tecnológica
do mundo contemporâneo.

O risco, que sempre esteve ligado ao conhecimento e ao desvendamento do novo,
que se acentuou quando mais a sociedade acreditou no poder redentor da ciência,
no século XIX, com o positivismo, que de atitude racional passou a ser
dogma de fé científica; o risco, que o Frankenstein, de Mary Shelley,
apontava como o horror trágico de um novo Prometeu, continua a nos acompanhar
na saga de aventuras do conhecimento, agora mais domesticado que antes, mas
nem por isso falso de artimanhas e de surpresas para uma sociedade que parece,
culturalmente, cada vez mais propensa ao petisco, de preferência sem risco.

Editores:
Germana Barata
Rodrigo Cunha


Editorial
Quem não arrisca... - Carlos Vogt

Reportagens
E o mundo (ainda) não se acabou

Controle do risco: uma tarefa infindável

Risco zero – a medida do possível

O ambiente das inovações tecnológicas e o risco

O público percebe a ciência e tecnologia como fontes de risco?


Artigos
Você tem medo de quê? A pedagogização midiática
do risco
Daniela Ripoll

Comunicação e governança do risco: um debate necessário

Gabriela Marques Di Giulio
Bernardino Ribeiro de Figueiredo
Lúcia da Costa Ferreira

“Momento cosmopolita” da sociedade de risco
Ulrich Beck*
Tradução: Germana Barata e Rodrigo Cunha

Entre o risco e o acaso: a vertigem do pensamento
Jorge Vasconcellos

Os riscos da energia nuclear
José Goldemberg

Resenha
Minority Report: a nova lei
Por Simone Pallone

Entrevista
Norma Felicidade da Silva Valencio

Poema
Arranjo floral
Carlos Vogt

Acceder

28 de enero de 2009

 

Filtrar noticias

  - Todas las noticias
- Ciencia
- Universidad
- Sala de Lectura Ciencia y Universidad
- Sostenibilidad
- Instituto Iberoamericano de la Enseñanza de las Ciencias y la Matemática – IBERCIENCIA
- Sala de Lectura - IBERCIENCIA

Suscripción gratuita a las Novedades de Ciencia y Universidad de la OEI

  - Acceso al formulario

Convocatorias Centro de Altos Estudios Universitarios de la OEI

Seminario Experiencias de aula con GeoGebra

Castro Urdiales, España del 17 al 19 de noviembre de 2017. El CIEM, a través del Instituto GeoGebra de Cantabria, ha desarrollado en los últimos años diversos cursos de formación en el programa “GeoGebra”. La mayor parte de los cursos han tenido el objetivo de difundir el uso de GeoGebra en el más amplio colectivo de profesores y para impulsar el uso efectivo de este recurso metodológico en el aula.
Junto al CIEM serán la Federación Española de Sociedades de Profesores de Matemática (FESPM) y el Instituto GeoGebra de Cantabria los que realizarán el
Seminario
En esta ocasión la OEI estará presente para proyectar en el ámbito iberoamericano los resultados del Seminario

Flipped learning (educación invertida) con Manuel Jesús Fernández Naranjo #streaming

En el marco del ciclo de conferencias de las Jornadas de Innovación Educativa que promueven la Fundación Mapfre y la Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura convocan para el próximo 18 de noviembre de 2018 a las 15h 30m hora de Madrid, España Será la tercera y estará a cargo del profesor de Ciencias Sociales Manuel Jesús Fernández Naranjo. La conferencia se emitirá en streaming con acceso libre y gratuito previo registro.

Últimas tendencias para introducir grandes diferencias en el aula con Fernando Trujillo #streaming

En el marco del ciclo de conferencias de las Jornadas de Innovación Educativa que promueven la Fundación Mapfre y la Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura convocan para el próximo 4 de noviembre de 2018 a las 15h 30m hora de Madrid, España La primera de ellas que estará a cargo del profesor de la Universidad de Granada Fernando Trujillo. La conferencia se emitirá en streaming con acceso libre y gratuito (mientrás haya plazas) previo registro

Club Iberoamericano GeoGebra de la OEI 2017-2018. Participación gratuita

Por quinto año abrimos una nueva convocatoria del Club. Este año a los apoyos que hemos venido teniendo desde la Junta de Andalucía a través de la Consejería de Economía y Conocimiento y de la Universidad de Córdoba se une la Federación Iberoamericana de Sociedades de Matemática (FISEM) y la Federación Española de Sociedades de Profesores de Matemática (FESPM). Lo que eran miembros del Club en la edición 2016-2017 no requieren de hacer este registro.

Seminario Internacional Ciencia, Tecnología y Sociedad en Paraguay

El Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (CONACYT) invita al Seminario Internacional Ciencia, Tecnología y Sociedad, de la Cátedra CTS. La actividad se llevará a cabo el jueves 21 de septiembre, de 17:00 a 19:30 horas en el auditorio central de la Universidad Autónoma de Encarnación (Padre Kreusser, entre Honorio González e Independencia Nacional). La charla estará a cargo de José Antonio López Cerezo, quien es catedrático de lógica y filosofía de la ciencia en la Universidad de Oviedo, desde donde coordina un amplio grupo de investigación en estudios sociales de la ciencia y la tecnología en el que participan profesores de cinco universidades y organismos de investigación de España y Portugal.

Más convocatorias: 0 | ... | 5 | 10 | 15 | 20 | 25 | 30 | 35 | 40 | 45 | ... | 215



Observatorio Iberoamericano de la Ciencia, la Tecnología y la Sociedad

Revista CTS
     
     


Escuela de Ciencia

     
     


Apropiación Social de la Ciencia

     
     


Otras Actividades Programáticas

     
     
     
subir   subir
© Organización de Estados Iberoamericanos 2011. Actualizado el 16-Dic-2012 Desarrollo y mantenimiento: asenmac