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ComCiência. Revista electrònica de Jornalismo Científico No. 106 - 10/03/2009

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Direitos humanos
Direitos e obrigações dos direitos
Por Carlos Vogt
De que direito se fala quando mencionamos o direito à educação,
à saúde, à vida digna, à dignidade da vida, à
infância inocente e inocentada, à velhice segura tranquila sem
tranquilizantes, ao ensino, sem e com ensinamentos, à sabedoria sem os
sabidos, só com os sábios, os sabiás, e os destemidos.
O direito à vida supõe, é óbvio, mas não
tão claro, a própria vida. A vida com direitos é cheia
de deveres e devires que para não serem tortos são também
deveres, como aqueles, de casa, que trazidos da escola nos obrigam à
disciplina de refletir, responder e procurar perguntas para o ser como, o como
ser, o porquê do como, menos difícil que o porquê do ser.

O direito à vida supõe que a vida própria, ou a vida alheia,
tenha seus direitos. Os direitos da vida são os deveres do homem, já
que tudo é invenção humana, do humanismo ao humanitismo,
da criação ao evolucionismo, da dor sem cura ao curandeirismo,
da metafísica à criatura sem criador.

Quanto mais humano, mais religiosamente profano.

O egoísmo humanista do somos nós quem somos foi temperado nos
trópicos pelo humanista cético, cínico mesmo, de um personagem
duplo de homem e de cão ? Quincas Borba ? que no final do século
XIX, desde as páginas abertas, quando abertas, de dois romances de Machado
de Assis, inscreveu, definitivamente, no ideário do progresso linear
do bem a dúvida torta de nossa real capacidade social, cultural e psicológica
para suportar o fardo da eterna benfeitoria.

Pela educação e pela cultura, o processo de construção
de instituições jurídicas consagradas ao zelo da qualidade
de vida nas nações, nelas, fora delas e entre elas, veio num crescendo
que culminou, depois dos horrores da Segunda Grande Guerra, na Declaração
Universal dos Direitos Humanos em 10 de dezembro de 1948, pela ONU.

Esse conceito, carregado de valores, cuja origem mais próxima e evidente
está no racionalismo do século XVIII e na expressão política
maior de sua manifestação histórica que é a revolução
francesa, veio, ao longo da segunda metade do século XX e agora nestes
começos do XXI, adquirindo contornos de compromissos civis, cidadãos
e políticos.

O alcance de sua compreensão foi sendo estendido, comprometendo-o, cada
vez mais, com a idéia de uma visão sistêmica da vida, na
qual, pelo meio ambiente, o mundo animal, o vegetal e o mineral se integram
de forma indissolúvel, como responsabilidades do homem para garantir
o equilíbrio da natureza e da cultura no compromisso contínuo
do direito à vida, da vida com os seus direitos, e para o homem, também
suas obrigações.

Há uma universalidade do bem, como há uma universalidade do mal.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um esforço
social, político e cultural de afirmação da universalidade
do bem contra a retórica persuasiva da maldade institucionalizada.

Por mais que sejamos relativos e, pelas próprias condições
da relatividade humana, cheguemos mesmo ? passe o paradoxo ? a formas absolutas
de relativismo cultural, não há como não carregar, construindo-o,
um sentimento-sentinela de sabedoria da repugnância, visceralmente racional,
ou, ao revés, racionalmente visceral, diante das desmesuras e dos horrores
das práticas individuais e coletivas de atentados do homem contra o homem,
posto em situação de indefesa fragilidade, e contra a própria
fragilidade dos seres indefesos, humano ou não, diante da prepotência
de poder inútil e nefasto do homem perdido de sua humanidade, ou nela
afogado por demasia de sua própria condição humana.

Editores:
Rodrigo Cunha
Susana Dias

Editorial
Direitos e obrigações dos direitos - Carlos Vogt

Reportagens
As liberdades fundamentais
Em busca do direito básico à vida
Saúde como direito humano
Movimentos sociais em defesa das minorias
Antes dos direitos humanos, paz e segurança no Oriente Médio

Artigos
Variações sobre um conceito
Celso Lafer
A tutela do direito à educação nas negociações
internacionais
Nina Beatriz Stocco Ranieri
Tecnologia e democracia diante da quarta geração dos direitos
humanos
Ricardo Toledo Neder
Anistia e crimes contra a humanidade que não prescrevem
Hélio Bicudo
A não-violência e os direitos humanos
Guilherme Assis de Almeida
Tortura, impunidade e o investimento numa cultura de direitos
Edson Luis de Almeida Teles

Resenha
A importância da diversidade
Por Alexsander Lemos de Almeida Gebara
Entrevista
Perly Cipriano e Josely Rimoli

Poema
Singularidade
Carlos Vogt

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10 de abril de 2009

 

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Convocatorias Centro de Altos Estudios Universitarios de la OEI

CONACYT habilita la cuarta convocatoria de la Cátedra CTS en modalidad virtual: Educar para participar. Educación CTS

El Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología – CONACYT y la Organización de los Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI), invitan a presentar postulaciones para participar de la 4ta. edición de la Cátedra: "Ciencia, Tecnología, Sociedad’ (CTS), la cual será en modalidad virtual u abierta a nacionales de todos los países iberoamericanos.

2º Día GeoGebra de Cabo Verde

Hace justo un año se creaba el Institituto GeoGebra de CaboVerde en la Universidad de Cabo Verde. Para conmemorarlo la universidad ha programado para el próximo 30 de julio la celebración del segundo Día GeoGebra de Cabo Verde que se realizará en la sede que tiene la universidad en la Isla de San Vicente - Concelho de Santa Catarina de Santiago.

X Escuela de Educación Matemática Miguel de Guzmán 2018: “La resolución de problemas como parte esencial del quehacer matemático”

Desde 2005, la Real Sociedad Matemática Española (RSME) y la Federación Española de Sociedades de Profesores de Matemáticas (FESPM) promueven anualmente la Escuela Miguel de Guzmán de Educación Matemática. La organización recae en la Comisión de Educación de la RSME y una de las sociedades federadas a la FESPM.
En esta ocasión se va a celebrar en La Laguna, Tenerife entre los días 11 y 13 de julio.

Seminario sobre Modelización Matemática

Se realizará del 1 al 3 de junio de 2018, en el Instituto de Estudios Sociales de la Ciencia y la Tecnología de la Universidad de Salamanca. Con una duración de 16 horas, y un máximo de 20 participantes.
Organizado por la Federación Española de Sociedades de Educación Matemática (FESPM) y la Associação de Professores de Matemática (APM) de Portugal. Este encuento que además cuenta con el apoyo de División Educativa CASIO, la Organización de Estados Iberoamericanos (OEI) y el Instituto de Estudios de la Ciencia y la Tecnología. Universidad de Salamanca es un resultado de la Cátedra Ibérica CTS+I

II Jornadas de Ingeniería y Sociedad – JISO 2018 – Temática de las Jornadas: “Tecnologías para el desarrollo inclusivo sustentable”

En la Argentina existe la Universidad denominada Universidad Tecnológica Nacional, donde trabajamos el grupo que fue a hacer la presentación en Oviedo, que tiene por objetivo principal la formación de Ingenieros. Esta Universidad cuenta con más de 30 sedes (Nosotros las denominamos regionales) por todo el país. En todas las Regionales se dicta una materia, que es la que pertenecemos nosotros, denominada Ingeniería y Sociedad. Desde hace unos 6 años, se comenzaron a realizar estas Jornadas (La impulsora de las mismas fue la Regional Buenos Aires), para comenzar a analizar, debatir, reflexionar sobre la enseñanza de la Ingeniería desde nuestra Asignatura.

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