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Vogt, Carlos
Indicadores de C, T & I e de cultura científica

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ComCiência. Revista electrònica de Jornalismo Científico
No. 96
A produção de ciência e tecnologia (C&T) tem um
impacto significativo sobre diversas dimensões sociais, como na economia,
na política, na comunidade e em domínios institucionais especializados
(educação, saúde, lei, bem-estar e seguridade social),
na cultura e nos valores (indústria cultural, crenças, normas
e comportamentos). Nesse contexto, emerge a necessidade da construção
de indicadores que estejam voltados para a produção científica
e tecnológica e que meçam e indiquem, de alguma maneira, os impactos
dessa produção nas dimensões sociais.

Para cumprir parte dessas funções, surgem recentemente os indicadores
de inovação tecnológica, que buscam avaliar a capacidade
inovativa do setor produtivo, e os indicadores de percepção pública
da ciência, que tentam mensurar a cultura científica de uma determinada
sociedade por meio de quatro eixos principais: conhecimento e interesse sobre
C&T, e atitudes e participação no mesmo assunto. Tais indicadores
ganham espaço e se colocam ao lado de outros anteriormente existentes
e igualmente importantes, como os indicadores de produção científica,
de dispêndios com ciência e tecnologia e de recursos humanos para
pesquisa e desenvolvimento.

Hoje, sabe-se que conhecer e entender a opinião dos cidadãos
sobre a ciência e tecnologia constitui-se em um instrumento de suma importância
para uma sociedade que se pretenda democrática. Decisões relevantes
para a vida profissional e para o trabalho dos cientistas, bem como parte dos
posicionamentos sobre como se faz pesquisa ou como se avalia sua qualidade,
já começam a ser tomados com a participação de diferentes
atores, nem todos cientistas ou especialistas: são políticos,
burocratas, empresários, militares, religiosos, movimentos sociais, consumidores
e associações de pacientes que pedem, e freqüentemente obtêm,
o direito e a legitimidade para participar de decisões significativas
para o desenvolvimento da ciência.

Nos últimos trinta anos, o desafio de desenvolver indicadores que permitam
avaliar a percepção e compreensão públicas da ciência
e a participação e interesse dos cidadãos em questões
de C&T foi, aos poucos, assumido por governos e pesquisadores, impulsionado
pelos movimentos sociais críticos iniciados logo após a Segunda
Guerra Mundial e intensificados na década de 1960. Nesse contexto, o
governo britânico destacou-se ao coordenar, em 1985, um estudo conhecido
por Bodmer Report (Bodmer, 1985), que determinou o início de uma área
acadêmica interdisciplinar chamada Public Understanding of Science (PUS),
que pode ser traduzida para o português como Compreensão ou Percepção
Pública da Ciência.

Os países ibero-americanos iniciaram suas pesquisas na disciplina na
década de 1990 e já alcançaram um certo grau de maturação
teórica e metodológica. No Brasil, a primeira pesquisa elaborada
exclusivamente com o propósito de constituir indicadores e referências
na área de C&T foi realizada em 1987, pelo Instituto Gallup, por
solicitação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq), e através do Museu de Astronomia e Ciências
Afins (MAST). O intuito era analisar a imagem da ciência e da tecnologia
junto à população urbana brasileira. Pouco depois, em 1992,
o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e o CNPq, estimulados
pelo contexto de democratização em que o Brasil estava inserido
e pelo tema da ecologia, que permeou as discussões da conferência
internacional ECO-92, realizaram uma pesquisa nacional para identificar “o
que o brasileiro pensa de ecologia”.

Retomado o tema, e agora contando o país com um Departamento de Popularização
e Difusão da C&T, vinculado à Secretaria de Ciência
e Tecnologia para Inclusão Social, do MCT, foi realizada em 2006 uma
nova pesquisa nacional sobre a percepção do brasileiro quanto
à C&T (interesse, grau de informação, atitudes, visões
e conhecimento acerca de ciência e tecnologia).

No período entre as últimas duas primeiras pesquisas nacionais
sobre percepção pública da ciência, as de 1987 e
1992 e a de 2006, o estado de São Paulo, por meio da Fapesp, realizou
outras pesquisas significativas na área, em nível estadual. A
primeira, em 2003, foi feita em Campinas, inserida em um trabalho mais amplo
conduzido pela Rede Ibero-Americana de Indicadores de Ciência e Tecnologia
(RICYT) e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI),
aplicada nas cidades de Campinas (Brasil), Salamanca e Valladolid (Espanha),
Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai). Com o apoio da Fapesp,
uma segunda pesquisa foi realizada, em 2004, integrando, além de Campinas,
as cidades de Ribeirão Preto e São Paulo (capital). Os dados desse
novo levantamento sobre percepção pública de C&T, coletados
nas três cidades, deram base para um trabalho sobre percepção
pública da ciência no estado de São Paulo, publicado na
segunda edição da Fapesp dos Indicadores de Ciência, Tecnologia
e Inovação em São Paulo (2004). A partir dessa edição,
a publicação trienal da Fapesp ganhou um capítulo dedicado
à construção de indicadores de percepção
pública da ciência.

Seguindo o desafio de se chegar a uma metodologia standard nas pesquisas de
percepção pública da ciência, o estado de São
Paulo, por meio da Fapesp, insere-se em terceira pesquisa, novamente com a RICYT
e OEI e, dessa vez, FECYT (Fundação Espanhola de Ciência
e Tecnologia), realizada em 2007 em grandes cidades de sete países: São
Paulo (Brasil), Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina), Caracas
(Venezuela), Madrid (Espanha), Panamá (Panamá) e Santiago (Chile).
Os eixos de análise sugeridos para esse trabalho foram, principalmente,
o consumo e interesse por informação científica, atitudes
gerais frente à ciência e tecnologia e visão sobre a ciência
e a tecnologia do país.

Novamente com o apoio da Fapesp, a pesquisa no estado de São Paulo foi
ampliada para além de capital e, ainda em 2007, consultou a população
de mais 32 municípios. Nessa quarta pesquisa foram visitados municípios
que não necessariamente possuem uma tradição científica
e tecnológica e, alguns não contam, por exemplo, com universidades,
institutos de pesquisa e museus de ciência. Os dados dessa pesquisa mais
ampla, que abrange todo o estado de São Paulo estão sendo analisados
e darão base para um novo capítulo da edição de
Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São
Paulo, a ser publicado ainda neste ano pela Fapesp.

Nesses trabalhos em conjunto foi utilizado um questionário-base comum
desenvolvido a partir de metodologias consolidadas, como da National Science
Foundation (NSF), dos Estados Unidos, e do Eurobarômetro, em um exercício
pioneiro de desenvolvimento de um trabalho de percepção pública
da ciência na Iberoamérica. A iniciativa reflete o esforço
para se alcançar uma padronização das diretrizes e dos
instrumentos de análise metodologicamente integrados, que inclua comparações
em nível nacional e internacional.

O desenvolvimento de indicadores de percepção pública
da ciência e da tecnologia, entre outros indicadores de C&T, faz-se
necessária para oferecer aos tomadores de decisão informações
e indícios de como as ações devem ser encaminhadas. E o
Brasil tem desempenhado um significativo papel nesse sentido ao participar do
desenvolvimento de pesquisas internacionais com um questionário-base
comum, como tem acontecido no MCT e no estado de São Paulo, por meio
da Fapesp.

 

14 de abril de 2009

 

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