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Brasil - Resultados do Pisa ajudam na programação de investimentos na educação básica


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Brasil está entre os países que mais crescem no Pisa e cumpre meta do PDE

7 de diciembre de 2010
O Brasil aparece entre os três países que mais evoluíram na educação nesta década. A informação foi extraída do relatório de avaliação divulgado na manhã desta terça-feira 7, pela OCDE, em Paris, que tornou público o resultado do Pisa (Programme for International Student Assessment) 2009.
A educação brasileira evoluiu 33 pontos nos exames realizados no período entre 2000 e 2009. Foi superado pelo Chile, 37 pontos, e Luxemburgo com 38 pontos.

Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgados nesta terça-feira, 4, serão fundamentais para que a ajuda técnica e financeira do Ministério da Educação aos estados seja mais efetiva e eleve a qualidade da educação. Pela primeira vez, os resultados foram apresentados por unidade da Federação. “Se o estado está abaixo da média nacional e não tem recursos, ele precisa de ajuda técnica e financeira da União”, explica o ministro Fernando Haddad.

Os dados mostram que alguns estados, mesmo com investimentos maiores que a média nacional por aluno, ficaram abaixo da média do Brasil no Pisa. “Nesses casos, a ajuda técnica é necessária”, diz Haddad. No geral, estados mais ricos se saem melhor do que os mais pobres. Mas há exceções, como Rondônia e Sergipe. A interpretação do ministro é a de que recursos adicionais para a educação são imprescindíveis, mas não suficientes. “É preciso combinar mais recursos com mais gestão para obter o resultado.”

Rondônia e Sergipe surpreenderam positivamente, com resultados acima da média nacional nas três disciplinas avaliadas pelo Pisa — matemática, leitura e ciências. “Isso, provavelmente, significa boa gestão pública dos recursos da educação. É possível, com boa gestão e mais recursos, equalizar as oportunidades educacionais no país.”

Sobre os resultados de estados que ficaram abaixo da média nacional, o ministro entende que cada rede tem sua história e inúmeras variáveis para explicar o resultado negativo. “Ninguém chega a resultados bons ou ruins num curto espaço de tempo. Mas é preciso partir do dado concreto para pensar daqui para frente”, diz.

O Pisa traz os dados obtidos pelos estudantes de cada estado em matemática, leitura e ciências.

Ouça o que disse o ministro Fernando Haddad sobre a importância da divulgação dos dados dos Pisa por estado.

Manoela Frade

Estudantes brasileiros melhoram aprendizado de matemática
Os estudantes brasileiros apresentaram aumento significativo em relação a 2003, em matemática, no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), em 2006. Em ciências, o desempenho foi similar em relação às duas últimas edições, e houve ligeira queda em leitura. O Pisa é uma avaliação internacional, aplicada a cada três anos, que mede o nível educacional de jovens de 15 anos em leitura, matemática e ciências.

Em matemática, o Brasil subiu 14 pontos em relação
à última avaliação, em 2003. Esse aumento
só foi superado, entre os países convidados, pela Indonésia
(31 pontos). Já entre os países-membros da Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),
entidade formada por 30 países responsável pelo Pisa, o
aumento do Brasil em matemática só foi superado pelo México
(20 pontos).

Em 2006, quando a área principal avaliada foi ciências,
20 milhões de alunos de 57 países, dos quais 400 mil de
27 nações convidadas, fizeram o exame. No Brasil, país
não membro da OCDE que participa da avaliação pela
terceira vez consecutiva como convidado, o exame é aplicado pelo
Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O Pisa produz indicadores que contribuem, dentro e fora dos países
participantes, para discutir a qualidade da educação básica
e subsidiar políticas nacionais de melhoria da educação.
O Ministério da Educação usará seus resultados
para orientar os investimentos e ajudas técnicas com mais efetividade.
“É a primeira vez que os dados são divulgados por estado”,
diz o ministro Fernando Haddad. Em 2006, a amostra em relação
a 2003 mais que dobrou, com 9.295 alunos de 625 escolas em 390 municípios
brasileiros. Em 2003, participaram da prova 4.452 alunos.

Confira nas tabelas os resultados do Pisa por edição
, região e gênero
.

MEC antecipa ações complementares
do PDE

O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o ministro extraordinário do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, anunciaram na manhã desta terça-feira, 4, uma parceria interministerial que tem como prioridades o ensino médio técnico e profissionalizante e a relação de estados e municípios com a União sob o enfoque da educação. “Até 2010, teremos 354 escolas federais de ensino técnico e profissionalizante, sendo 214 novas. Elas atenderão aproximadamente 8% das matrículas do ensino médio do Brasil”, afirmou Haddad.

O projeto político e pedagógico dessas escolas é
o assunto da primeira portaria assinada com o ministro Mangabeira Unger.
A intenção é aprimorar o ensino profissionalizante
no país e, assim, melhorar a qualidade do ensino médio,
apontado pelos dois ministros como o elo frágil da educação
no Brasil.

Com a assinatura da portaria, um novo projeto pedagógico para
as escolas técnicas deve ser apresentado em 120 dias. “Nosso
objetivo é fazer com que a rede federal de ensino médio
lidere uma transformação de qualidade que se estenda a todos
os níveis de ensino”, declarou Mangabeira Unger. O ministro
explicou que o modelo tradicional de educação profissional
está ultrapassado. “A sociedade contemporânea exige
um trabalhador versátil e com conhecimento conceitual”, ressaltou.
Por isso, a rede de escolas técnicas federais deve ter uma linha
teórica capaz de desenvolver nos alunos o que o ministro Mangabeira
Unger define como experimentalismo técnico e científico.

Federalismo — A segunda portaria interministerial assinada prevê
a união das três esferas de governo em favor da educação.
A medida vem amparar estados ou municípios que não consigam,
mesmo depois de receber apoio técnico e financeiro do Ministério
da Educação, melhorar a qualidade de sua rede de ensino.
“Prestaremos socorro ao sistema escolar local com a associação
dos três níveis da federação”, esclareceu
Mangabeira Unger.

A portaria cria meios para o estabelecimento de um plano estratégico
de apoio às redes de ensino que, reiteradamente, obtiverem baixo
desempenho educacional. “Sabemos como prestar ajuda imediata aos
estados e municípios, mas precisamos estar preparados para uma
situação mais dramática”, destacou Haddad. A
intenção é pactuar uma cooperação em
torno do estado ou município para que o direito ao aprendizado
seja resguardado. “A qualidade da educação não
pode depender de acasos, como onde uma criança nasce. A boa educação
deve estar em todos os lugares”, declarou Mangabeira Unger.

As duas portarias fazem parte de um pacote de ações complementares
ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que será
lançado no próximo dia 11, terça-feira, no Palácio
do Planalto. Entre as ações estão previstas medidas
voltadas para o transporte e a merenda escolar, além de reformas
nas escolas por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

O pacote também prevê a criação do Programa
de Bolsa Institucional de Iniciação à Docência
(Pibid), que servirá de incentivo à formação
de professores para a educação básica. Apenas nesses
projetos serão investidos R$ 500 milhões.

Ana Guimarães

Qualidade da educação depende de planejamento, investimento, metas e prazos
Na divulgação dos dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), nesta terça-feira, 4, o ministro Fernando Haddad voltou a falar que os investimentos em educação serão sentidos a longo prazo. “A qualidade não cairá do céu”, disse.

O ministro comparou o Brasil com outros países que também
fizeram um pacto pela educação e colheram os resultados
anos depois. O Chile, por exemplo, em 1991, fez um pacto suprapartidário
e tirou a educação das disputas menores. Mais de 15 anos
depois, o Chile começa a colher os resultados. “O país
andou a metade do caminho até a média dos países
da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico).” Em ciências, os países da OCDE tiveram
média de 500 pontos. O Chile atingiu 438; em leitura, o Chile ficou
na 38ª colocação, com 442 pontos, enquanto a média
da OCDE é de 492; em matemática, com média de 411
pontos, o Chile ficou em 47º lugar. Nos países da OCDE, a
média foi de 498 pontos.

Visão de estado — Para o Brasil, o ministro entende que a
perseverança e a visão de estado da educação
são fundamentais para seguir o exemplo de qualificação
da educação perseguida pelo Chile. “É a nação
que está em jogo. É preciso ter uma visão de estado
e não uma visão governamental ou partidária.”

Haddad lembrou que o Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE) marca a primeira vez em que o país estabelece metas de qualidade
e une esforços nacionais para atingi-las. “Nosso objetivo
é a pactuação nacional com metas de qualidade e foco
na aprendizagem”, explicou.

Segundo o ministro, a grande vantagem do modelo brasileiro é a
divulgação de resultados a cada dois anos. “Não
estamos dizendo: nos cobrem daqui a 15 anos”, disse Haddad, ao se
referir às metas de qualidade fixadas para estados e municípios
cumprirem de dois em dois anos. “Ao divulgar os resultados por rede,
aumenta a responsabilidade da classe política. Poderemos saber
o que dá certo para disseminar e o que não dá para
modificar.” Haddad disse que com o PDE será possível
saber se as metas foram ou não cumpridas e o porquê.

Manoela Frade

5 de diciembre de 2007

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