OEI Cooperación Sur-Sur

OEI: um exemplo real de cooperação Sul-Sul

OEI . 11/09/2020
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Neste 12 de setembro, a Organização das Nações Unidas celebra o Dia da Cooperação Sul-Sul, uma comemoração que ressalta a importância desta forma de cooperação praticada pelos países em desenvolvimento, localizados em sua maioria no hemisfério Sul, e que segundo este organismo é uma manifestação de solidariedade que contribui para o bem-estar das populações, sua independência coletiva e o alcance dos objetivos de desenvolvimento da agenda internacional, como por exemplo, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Este termo começou a ser usado a partir da aprovação do Plano de Ação de Buenos Aires para promover e realizar a Cooperação Técnica entre os Países em Desenvolvimento (PABA), assinado por 138 países, em setembro de 1978. Atualmente é uma das formas de cooperação mais estendidas no mundo e com uma ampla presença em regiões como América Latina, África e Ásia.

Nesse sentido, é preciso destacar o trabalho que a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) tem realizado ao longo de mais de 70 anos na região ibero-americana, consolidando-se não só como a organização decana da cooperação nesta parte do mundo, mas também como pioneira no que se refere à cooperação Sul-Sul, já que com suas 19 sedes disseminadas na região e sua ampla execução de projetos no território, teve um impacto significativo no desenvolvimento da região, até mesmo quando este conceito ainda não estava tão expandido no plano da cooperação internacional.

Andrés Delich, secretário-geral adjunto da OEI, assinala que uma das características mais destacadas desta forma de cooperação é a horizontalidade, princípio que está presente na colaboração realizada pelos países membros da organização e que garante a transferência de conhecimento e de recursos de uma forma solidária, voltada para a resolução dos problemas reais da comunidade ibero-americana.

 

 

Também destaca que a cooperação Sul-Sul desempenhou um papel fundamental para resolver a crise mundial do coronavírus ao potencializar a colaboração regional e reforçar os laços de integração ibero-americana. “A pandemia foi algo que nos caiu em cima, então a busca de soluções teve muito a ver com o desejo dos atores que têm o mesmo tipo de desenvolvimento, o mesmo tipo de estruturas sociais de encontrar soluções comuns; para problemas similares, soluções similares”, comenta. Nesse sentido, ressalta que “foi um trabalho muito estimulante nestes meses nos reunirmos com diferentes ministérios de educação, de ciência, de cultura da região, da América Latina, e encontramos problemas similares e respostas em comum”.

Por outro lado, Delich faz uma reflexão sobre o futuro desta cooperação na Ibero-América e destaca que, apesar dos diferentes processos de desenvolvimento dos países, a região tem feito grandes avanços sociais que a cooperação Sul-Sul continuará fortalecendo graças a sua significativa contribuição, esta vez somado ao que se denomina cooperação triangular: “com os doadores tradicionais através do financiamiento deste tipo de cooperação, encontramos um mecanismo também de transferência de tecnologia entre países com níveis similares de desenvolvimento. Nessas duas formas de cooperação, Sul-Sul e triangular, a OEI está inserida”, afirma.