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INTERCÂMBIO, MOBILIDADE E REDES 

Esta linha buscará o desenvolvimento de ações coordenadas de intercâmbio e mobilidade nas áreas da educação e da cultura, com a finalidade de difundir e valorizar a língua portuguesa e as demais línguas da região. Nesse sentido, pretende-se colaborar com as áreas de educação e cultura dos países da região para o desenvolvimento de espaços de discussão e difusão das línguas faladas nos países, divulgando a língua portuguesa no espaço Ibero-americano.

 Nesse âmbito, será fundamental fomentar o intercâmbio de experiências e mobilidade de profissionais da educação e da cultura para desenvolver projetos colaborativos no tema das línguas da Ibero-América. A intercomunicação com pares, o trabalho em equipe, as redes de colaboração e trocas de ideias, a disseminação de propostas e resultados de investigação, os grupos de referência temática, são hoje condição essencial para o aperfeiçoamento de investigações científicas e avanço do conhecimento.

O intercâmbio científico tem um papel importante no processo de formação e que pode ser desenvolvido por meio de estágios, de trabalhos em redes de professores e pesquisadores, de execução de projetos interinstitucionais e participação em grupos de pesquisa.

As iniciativas de intercâmbio e mobilidade criam possibilidades para fomentar interlocuções e formar grupos de referência temática no âmbito da região Ibero-americana. Constituir bases para o intercâmbio entre pesquisadores na mesma temática é fundamental para o desenvolvimento científico da região. Nesse sentido, propõe-se promover alianças e redes de intercâmbio de universidades, professores e alunos de pós-graduação para desenvolverem projetos conjuntos no campo da língua portuguesa e demais línguas presentes no espaço Ibero-americano, de forma que contribua para reafirmar e valorizar a diversidade cultural e linguística da região, condição essencial para integração equitativa e solidária entre as nações.

 

 

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Projetos em escolas em áreas de fronteira

Trata-se de promover experiências de bilinguismo e interculturalidade em escolas situadas em cidades vizinhas em fronteiras do Brasil com países da América do Sul e em zonas fronteiriças entre Portugal e Espanha.

A iniciativa visa o desenvolvimento de um modelo de ensino comum nas escolas de fronteira, garantindo, assim, que alunos e professores tenham a oportunidade de se educar e se comunicar nas duas línguas a partir do desenvolvimento de um programa intercultural.

A educação que se pretende alcançar com esta iniciativa nas escolas de fronteira, implica o conhecimento e a valorização das culturas envolvidas, tendo por base práticas de interculturalidade. Como fruto da interação e do diálogo entre os grupos envolvidos, terão em consideração as relações entre as culturas, o reconhecimento das características próprias e o respeito mútuo.

Ademais, a educação pensada para as zonas de fronteira proporciona aos alunos das escolas do programa o conhecimento e o uso de mais uma língua, o que contribui para a qualidade da educação e para o aprimoramento de suas competências comunicativas, tendo em vista que esses alunos se encontram, em maior ou menor grau, expostos a situações de utilização de ambas línguas.

Para o êxito do processo de sensibilização é importante partir do conhecimento prévio dos alunos, das famílias e de suas realidades por parte dos professores do outro país. Desta maneira, espera-se que as escolas desenvolvam uma metodologia de trabalho que inclua a sensibilização das famílias para o desenvolvimento de atitudes positivas frente ao bilinguismo e a interculturalidade.

A interculturalidade também é compreendida como ter conhecimento sobre o outro país: sua história, sua origem, como é sua organização; conhecimentos que necessitam estar presentes nos projetos de aprendizagem curriculares desenvolvidos nas escolas. Nessa dimensão da interculturalidade se incluirá a história, a geografia, os contextos literários, artísticos, religiosos, etc. de cada país nos projetos de aprendizagem desenvolvidos conjuntamente de forma bilingue.

A médio prazo se há de avançar na criação de um modelo comum compartilhado, como de um calendário único para as escolas que, desta forma, terão mais facilidade de planejamento conjunto. Este modelo comum não é a justaposição de dois currículos nacionais nas escolas participantes, mas fruto de uma série de acordos e negociações que os sistemas escolares envolvidos realizam dentro de um marco comum estabelecido.

Sugere-se, portanto, resguardando o conceito de cidades gêmeas já existente, para fins de implementação de projeto piloto, priorizar um conjunto de cidades que facilitem a cooperação pedagógica, assim como o  trânsito de professores entre as escolas participantes de ambos os lados da fronteira.

 

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Elaboração de materiais e documentos técnicos bilíngues no âmbito da OEI

A OEI tem em seu estatuto como línguas oficiais o português e o espanhol. Assim, a comunicação, o diálogo, a produção de materiais e documentos nos dois idiomas oficiais é uma estratégia importante e necessária para reafirmar a relevância da diversidade linguística como fator de democratização das relações internacionais.

Tendo em conta o multilinguismo num contexto de cooperação constitui um mecanismo de defesa contra a hegemonia e predominância de uma cultura sobre outra, ampliando os espaços de entendimento e promovendo a interculturalidade necessária à democracia entre as nações.

 Numa Organização Internacional cada país membro dispõe dos mesmos direitos e deveres, portanto o acesso à informação e suas contribuições devem ser realizadas nas línguas oficiais. Isso representa a equidade e o respeito às identidades e culturas de cada país. A escolha da língua de comunicação pode afetar a capacidade de se expressar, de se fazer compreender e de defender eficazmente os seus pontos de vista e intenções, consequentemente, estabelecer um diálogo de qualidade.

A finalidade é restabelecer um equilíbrio dinâmico entre as línguas oficiais, adaptando ao âmbito  cotidiano dos trabalhos da organização e nas dinâmicas de trabalho de modo a enriquecer e fortalecer a riqueza da diversidade cultural. Para assegurar a democratização das línguas oficiais, a OEI preparará os materiais para as reuniões, documentos oficiais e relatórios nas duas línguas: português e espanhol, bem como, se for necessário, utilizar intérpretes e tradutores para facilitar o entendimento dos debates e discussões. A finalidade é que a OEI seja de fato uma Organização bilíngue que valoriza e respeita os dois idiomas oficiais numa mesma simetria.

 

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Desenvolvimento Profissional de Professores

O programa apoiará a formação de professores na língua portuguesa com a finalidade de contribuir para o melhoramento das práticas pedagógicas, o desenvolvimento de metodologias e estratégias para o ensino do português atendendo às suas diferentes variantes linguísticas.

Desta forma, pretende-se desenvolver nos países junto com os ministérios de educação e com o apoio das universidades e centros de formação, iniciativas de formação de professores na língua portuguesa, bem como do espanhol para os falantes de português de modo a contribuir para o desenvolvimento da competência linguística dos professores e dos alunos.

 Importante ainda enfatizar que, a formação de professores deve estar alinhada com os objetivos do ensino da língua portuguesa de cada país, de modo a garantir o desenvolvimento da competência comunicativa dos indivíduos, no sentido de garantir o domínio da leitura, da escrita e da oralidade em situações comunicativas diversificadas, bem como a compreensão da realidade social, histórica e estrutural da linguagem.

Outro aspecto relevante a considerar é que a língua portuguesa, como língua pluricêntrica e pluricontinental, que se utiliza em diferentes variantes linguística, a formação de professores deve levar-se em conta diversos procedimentos próprios de cada país. O ensino do português como língua materna, como segunda língua, como língua de herança e como língua estrangeira exige metodologias e estratégias diversificadas e apropriadas a cada realidade.

A OEI poderá colaborar com centros de formação de professores para o ensino do português, participando de rede regional de formação, identificando boas práticas e experiências de êxito para serem estimuladas e disseminadas na região.

 

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Colaboração para a certificação de proficiência  língua portuguesa

No mundo global em que vivemos, o conhecimento de línguas é uma necessidade essencial e, portanto, a expansão e ampliação das possibilidades de certificação das aprendizagens e proficiência da língua constitui-se em importante estratégia entre os países. O reconhecimento e a acreditação das competências comunicativas dos alunos em língua portuguesa, independente do país onde residem, facilitará a mobilidade acadêmica, a atuação profissional e científica, bem como contribuirá para adquirir uma nacionalidade. A OEI poderá por meio de sua ampla presença nos países da região Ibero-americana e com articulação estreita com o Brasil e Portugal contribuir para ampliar e aperfeiçoar os mecanismos de certificação de proficiência da língua portuguesa para estrangeiros de modo a assegurar a difusão e fortalecimento. A intenção é ainda poder colaborar com as Agências e Instituições encarregadas nos países (Portugal e Brasil) de realizarem os processos de certificação de proficiência da língua portuguesa, o CELPE-Bras brasileiro e o Sistema CAPLE português, de Portugal.

 

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Promoção Internacional: Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola

A região Ibero-americana caracteriza-se por possuir duas línguas com origem comum e são as mais próximas das línguas latinas, o que facilita a aprendizagem e a intercompreensão. Trata-se de duas línguas com grande projeção internacional, representando em conjunto, 800 milhões de falantes em cinco continentes, com especial presença na Ibero-América, África e Europa.

Nesse contexto, é importante desenvolver estratégias específicas que permitam valorizar esta proximidade que é também cultural, com efeitos positivos na ciência, na inovação e no desenvolvimento. Propõe-se, assim, a organização de uma Conferência Internacional, com caráter regular, sobre as duas línguas, bem como as outras línguas da região,  com finalidade de traçar um Plano de Ação para o seu reforço na comunidade Ibero-americana e a internacionalização.